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12 de Março de 2017
História da Ilha de Anhatomirim

História da Ilha de Anhatomirim

Conheça um pouco da história da Ilha de Anhatomirim

Historicamente a ilha de Santa Catarina foi um dos primeiros locais do litoral sul do Brasil a sofrer o processo de ocupação pelos europeus. A partir do século XVII passou a existir uma preocupação da Coroa Portuguesa que lhe atribuía grande importância estratégica, uma vez que Desterro (primeiro nome de Florianópolis) constituía-se num importante ponto de apoio no trânsito para a Região do Rio da Prata. Como solução, a Coroa considerou conveniente fortificar o litoral catarinense, incumbindo o Brigadeiro José da Silva Pais, com o cargo de governador da Ilha de Santa Catarina, de projetar e implementar as defesas da ilha. Para esse fim, ele construiu  três grandes fortalezas. A de Santa Cruz de Anhatomirim foi a primeira, erguida de 1739 a 1744,[3] seguida pela de São José da Ponta Grossa (1740), na Ilha de Santa Catarina, e pela de Santo Antônio (1740), na Ilha de Ratones.

Sua fortificação foi conquistada e ocupada durante a invasão espanhola da ilha de Santa Catarina, no início de 1777. A região somente voltou ao domínio português com o Tratado de Santo Ildefonso, em Outubro do mesmo ano.

Fortaleza Santa Cruz

Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, é um monumento tombado como patrimônio histórico e artístico nacional, desde 1938. Foi restaurada na década de 1980, passando a sediar estações de aquicultura e oceanografia, exposições de artesanato e de arqueologia, ligados à Universidade Federal de Santa Catarina, e, nos últimos anos, tem sido incorporada a campanhas educativas e turísticas, visando a divulgação do aspecto histórico e cultural das construções militares do litoral sul brasileiro.

A Biodiversidade:

A fauna marinha é rica, com ouriçosestrelas-do-mar e peixes variados. Uma das grandes atrações são os muitos golfinhos que nadam em suas águas. Três pequenas praias arenosas completam o seu litoral. Seu relevo é bastante modesto: a altitude máxima é de 31 metros acima do nível do mar e a vertente norte apresenta o mais forte declive. Entre a ilha e o continente a profundidade é inferior a 5 metros, sendo intenso o processo de sedimentação.

A Ilha de Anhatomirim está contida na Área de Proteção Ambiental (APA), e a exploração de seus recursos naturais é severamente limitada pelas leis municipais.

Golfinhos

APA DE ANHATOMIRIM

Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim

Localizada no litoral do Estado de Santa Catarina, no município de Governador Celso Ramos, a APA de Anhatomirim possui uma área total de 4.612 hectares, sendo 2.648 hectares em área marinha e 1.964 hectares em área terrestre.
Criada em 20 de maio de 1992, através do Decreto Federal n 528, a APA de Anhatomirim é uma unidade de conservação federal de uso sustentável que tem como objetivo assegurar a proteção de uma população residente de golfinho-cinza (Sotalia Guianensis), a sua área de alimentação e reprodução, bem como de remanescentes da Floresta Pluvial Atlântica e fontes hídricas de relevante interesse para a sobrevivência das comunidades de pescadores artesanais da região.

O GOLFINHO CINZA


O golfinho-cinza, também conhecido como boto-cinza, golfinho comum e boto da majuba, é um dos menores golfinhos existentes. Possui a nadadeira dorsal triangular e baixa, o dorso cinza claro e o ventre rosado. Os filhotes nascem com cerca de um metro de comprimento e quando adultos podem chegar a pouco mais de dois metros.
O golfinho-cinza vive em grupos e em áreas costeiras, principalmente em estuários e baías protegidas. Sua alimentação inclui peixes, lulas e crustáceos.
A espécie é encontrada apenas na costa leste da América Latina, desde a Nicarágua até o sul do litoral brasileiro. O limite sul da distribuição geográfica do golfinho-cinza é a Baía Norte do Estado de Santa Catarina, onde reside uma população de cerca de oitenta* golfinhos, os quais são o principal objetivo de criação da APA de Anhatomirim.

Golfinho

 

GOLFINHOS EM PERIGO!


A destruição do ambiente onde vivem os golfinhos representa grande ameaça à sobrevivência destes animais. A alteração e destruição de manguezais estuários e baías afetam a vida de camarões, peixes, aves e também dos golfinhos.O despejo de esgoto, óleos, agrotóxicos e lixo pode ocasionar o aparecimento de doenças nos golfinhos e até mesmo sua morte. Golfinhos já foram encontrados mortos por terem engolido plástico.
O tráfego descontrolado de embarcações e o desrespeito às normas que protegem os golfinhos faz com que estes animais abandonem as áreas onde vivem. O casco e hélices das embarcações podem causar ferimentos sérios e até mesmo a morte de golfinhos e baleias.
A pesca e a maricultura sem controle também podem prejudicar os golfinhos. A captura incidental em redes de pesca é a maior ameaça e causa a morte de milhares de golfinhos a cada ano.

(fonte:  ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade)

Grupo - Golfinhos

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